Empreendedorismo Estratégico
Autor: Thyago Batistote
Introdução
Alves (2007) ressalta que o termo empreendedorismo há muito tempo é utilizado no Brasil, isto é, desde a época do Visconde de Mauá. E mais recentemente, as universidades estão ensinando em suas grades escolares a importância desta ação dentro de uma empresa. Mas, foi a partir de 1990, quando o SEBRAE começou a preocupar-se com certa profissionalização do típico empreendedor brasileiro esse termo começou a ter uma maior propagação. No Brasil, a preocupação com a criação de pequenas empresas que sejam duradouras e a necessidade da diminuição das altas taxas de mortalidade desses empreendimentos são, sem dúvida, motivos para a popularidade de o termo empreendedorismo receba especial atenção por parte do Governo Federal e das entidades de classe. Desta maneira os empreendedores estão abertos à idéia de que, muitas vezes a união com seus próprios concorrentes podem significar agregação de diferenciais competitivos que virão a influenciar em uma sobrevivência eficaz num mercado cada vez mais seletivo e exigente.
Graças (2008) ensina que como a economia mundial, pode-se dizer, está globalizada e no mundo dos negócios a tecnologia é necessariamente presente, a agilidade nas negociações é inerente, daí a necessidade da empresa possuir funcionários criativos, inovadores, atentos ao mercado, pessoas com comprometimento, com visão de negócio, pessoas dispostas a aprender sempre, enfim pessoas com conhecimento dispostas a difundir este seu conhecimento. Introduzidas na guerra da constante competitividade, onde muitas vezes o fator decisivo de consumo já não é o preço, nem a qualidade (que não podemos chamar de diferencial, mas sim de uma exigência do mercado consumidor) as empresas buscam destacar-se com algo a mais.
Daí a necessidade de contratações de funcionários com espírito empreendedor dentro de uma empresa. Kobal
et al (2008) destaca que uma das qualidades do empreendedor seja a capacidade visionária de se posicionar à frente do mercado em que está inserido, e assim criar oportunidades para benefício de seu próprio negócio. Atualmente o empreendedor pode ser considerado o ‘motor da economia', um agente de mudanças. Em 1934, o economista austríaco Schumpeter já associava figura do empreendedor ao desenvolvimento econômico, à inovação e ao aproveitamento de oportunidades em negócios, por isso, denota-se que alguns autores destacam como características de um empreendedor, a visão de mercado, criatividade e inovação, enquanto outros enfatizam o fato de que o empreendedorismo gera crescimento e fortalecimento na economia mundial.
A execução do trabalho deu-se através de pesquisa documental e bibliográfica para exposição de importantes conceitos e tendências do mercado globalizado sobre o tema empreendedorismo estratégico. O objetivo do artigo é relatar a importância de um empreendedor estratégico dentro de uma empresa, visto que, as empresas atualmente estão inseridas em uma realidade completamente competitiva, daí a necessidade de uma pessoa especialista nesta área. Pois, existem constatações que a falta de planejamento estratégico por grande parte das empresas, tanto brasileiros como o de outros países, eleva a taxas de mortalidade destas.
Desenvolvimento
Bernardi; Guimarães (2008) destaca que com a globalização dos negócios entre empresas de todos os países do planeta e com a intensificação e agilidade das mudanças que vem ocorrendo em vários setores, principalmente o econômico, político e cultural, é necessário que as empresas apresentem estruturas, processos e funcionários mais capazes, flexíveis e prontos para se adequar às transformações que o mercado impõe. Desta maneira é preciso que as organizações e os funcionários estejam em constante processo de aprendizagem, a fim de desenvolver novas estratégias e práticas que lhes permitam alcançar os seus objetivos de forma sustentável. A complexidade do ambiente revela crescentes exigências em face das organizações. E, para sobreviver dentre essas incertezas, as organizações e funcioários devem estar em processo de permanente adaptação.
Bueno (2004), retrata que algumas pessoas nascem com o espírito empreendedor; outras o adquirem com a experiência; e outras, ainda que se esforcem, não conseguem chegar lá. Por isso, ele define as pessoas empreendedoras quando demonstram atitudes inteligentes, sendo que, estas podem ser percebidas pelo fato de se conseguir aproveitar melhor os nichos de mercados, não esperam as oportunidades surgirem repentinamente. Por terem o sucesso como objetivo, eles esperam sempre o melhor e estão sempre preparados para vencer. Essas pessoas não acreditam em fracassos, sabem que existem os obstáculos e possuem disposição e coragem para enfrentá-los. Conseguem ter uma atitude mental direcionada para a realização de suas vitórias, possuem bons canais de comunicação com sua equipe, baseados na confiança recíproca.
Farah (2001) complementa que uma pessoa empreendedora é
uma pessoa criativa, marcada pela capacidade de estabelecer e atingir objetivos e que mantém um alto nível de consciência do ambiente em que vive usando-a para detectar oportunidades de negócios. Um empreendedor que continua a aprender a respeito de possíveis oportunidades de negócios e a tomar decisões moderadamente arriscadas que objetivam a inovação, continuará a desempenhar um papel de empreendedor.
Bernardi; Guimarães (2008) cita que apesar de que somente nas últimas décadas esste termo vem sendo constantemente utilizado, a sua origem é longínqua, pois, em seus estudos ele salienta que o vocábulo empreendedor
– entre-preneur – tem origem francesa e no decorrer da história foi utilizado com diversos significados. O primeiro registro de adoção do termo deu-se no século XII, para se referir "àquele que incentivava brigas", a partir do século XVIII, o termo
entre-preneur significa aquele que assume riscos e começa algo novo. O termo empreendedor foi construído ao longo do tempo sob duas abordagens teóricas: a econômica e a comportamentalista. No âmbito da Teoria Econômica, o primeiro economista a tratar do tema do empreendedorismo como um todo foi Richard Cantillon, que utilizava o termo para caracterizar as pessoas que aproveitavam oportunidades com a perspectiva de obterem lucros, assumindo os riscos inerentes. E depois muitos outros economistas baseavam seus estudos através deste termo, mas foi através de David C. McClelland a grande contribuição das ciências do comportamento para o empreendedorismo, ao mostrar que o ser humano é um produto social e tende a reproduzir os seus próprios modelos.
Alves (2007) considera que o perfil de um empreendedor está diretamente ligado à condição de inovar e saber aproveitar oportunidades que o mercado lhe oferece, seja esta positiva ou negativa. Portanto, a sobrevivência da empresa sob sua responsabilidade depende muitas vezes de seu poder de atuação, de sua iniciativa e dedicação, assumindo riscos moderados em busca de uma alternativa de crescimento. Devendo-se considerar que atualmente o empreendedor se vê muitas vezes em situações de pressão por virtude do mercado globalizado dos dias de hoje não lhe oferecer muitas alternativas. Portanto, vê-se em situações de necessidade de inovação para o inusitado, o inesperado, podendo estar inclusive considerando uma união com seus próprios concorrentes. Para tudo existem motivos, sob as mais variadas vertentes e diretrizes.
Bernardi; Guimarães (2008) complementa que o nível de exigência de conhecimentos, habilidades, comportamentos, práticas e entregas, dos profissionais, é cada vez mais amplo e intenso. Não basta que o profissional apresente um desempenho básico ou suficiente. As atividades por ele desempenhadas devem agregar valor às organizações e permitir a concretização de objetivos.
Kobal
et al (2008) acreditam que a presença de funcionários empreendedores são são essenciais dentro das empresas e da economia de um país. São eles que constantemente buscam inovações para satisfazer as necessidades de uma sociedade capitalista e moderna, visto que com a globalização o empreendedorismo estratégico se torna uma ferramenta para a que uma empresa continue com as suas portas abertas. Por isso, é necessário que se avalie as novas idéias, daí a necessidade de um bom planejamento estratégico, pois será através desse planejamento que o empreendedor poderá direcionar seus objetivos de forma a fazer seu negócio crescer e se tornar cada vez mais rentável.
Mendes (2009) ao se referir sobre o Planejamento Estratégico e Empreendedorismo acredita que este trouxe muitas informações e conhecimentos sobre este complexo tema. Tal complexidade se dá principalmente pela diversidade de conceitos da palavra
estratégiaque torna todo o programa de grande importância sendo um enorme desafio definir as principais partes. Desta maneira, empreendedorismo estratégico assume os riscos de todo um grande desafio, onde identifica-se como as principais parte do programa a concepção e implementação da estratégia objetivando vantagem competitiva sustentável. Ou seja, uma excelente estratégia será aquela que trouxer a empresa vantagens que possam ser sustentadas por um longo período, para isso deve haver planejamento desde a concepção e implementação da estratégia, não esquecendo que toda boa estratégia deve ter uma flexibilidade programada afim de que possa ser adaptada ou modificada de acordo com o momento e a necessidade.
Kobal
et al (2008) complementa que toda empresa que deseja obter sucesso e se manter no mercado deve desenvolver um excelente Planejamento Estratégico. Sem essa ferramenta, torna-se muito difícil uma empresa planejar seu futuro e até mesmo planejar a continuidade de seus produtos no mercado em que atua. E segundo Oliveira (2004) o Planejamento Estratégico é o processo administrativo que proporciona a sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de interação com o ambiente e atuando de forma inovadora e diferenciada.
Considerações Finais
O empreendedorismo estratégico proporciona crescimento para a economia de um país e o planejamento estratégico é uma das principais ferramentas para o crescimento saudável de uma empresa. Denota-se que alguns fatores favorecem o alanvacamento do empreendimento, sendo, portanto, considerado os mais importantes a capacidade de reunir uma equipe, a capacidade de trabalhar em conjunto, a obstinação, o volume de trabalho e, sobretudo, uma compreensão madura sobre o que vem a ser criatividade, mas percebe-se também que no cenário brasileiro ainda há um número expressivo de empresas que não conseguem seguir adiante e Entendeu-se que um plano de negócios será um ponto de partida para aqueles empreendedores que se arriscam na busca de um novo negócio, visto que há vários pontos como administrativo, estrutural, técnico, operacional e financeiro. O Plano de Negócio dará uma noção geral para esses empreendedores.
Nestes termos, pode-se considerar que, para se obter sucesso no empreendedorismo estratégico, o indivíduo deve buscar o desenvolvimento das capacidades que foram descritas, e trabalhar sempre, num ciclo de inovações, ganhos e até perdas, pois perspectivas de altos e baixos fazem parte do empreendedorismo na prática.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, Carlos de Macedo et al.
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Acesso em 22 jul. 2009.
MENDES. Renata .
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OLIVEIRA, Djalma Pinho Rebouças de.
Planejamento estratégico: conceitos, metodologia e práticas. 20 ed. São Paulo: Atlas, 2004.
ROLA, Andréa Studart; SOBRAL, Emanuel Lacerda de Vasconcelos. O empreendedorismo e as alianças estratégicas: experiências de joint – Venture. Disponível em: < www.fa7.edu.br/.../Artigo Andr
http://www.artigonal.com/negocios-admin-artigos/empreendedorismo-estrategico-1108375.html
Perfil do Autor
Thyago Batistote graduado em ciências contábeis pelo Centro Universitário da Grande Dourados - UNIGRAN, pós graduação em MBA Logística pelo Centro Universitário de Campo Grande UNAES . Atualmente professor universitário da Faculdade Integrada de Naviraí – FINAV e professor do CETEC SENAI DE NAVIRAI com o curso de auxiliar logístico de suprimento.