Ja alguma vez vos passou pela cabeça a imensa quantidade de pessoas que se atravessam no nosso caminho? Pessoas que nos marcaram muito, e continuam a marcar, mas com as quais ja nao temos contacto, pelas circunstancias da vida ou simplesmente porque ja nao se justifica a partilha de qualquer sentimento que seja..Ha aquelas com quem sempre falamos, semana a semana... mes a mes, ano a ano... pela longevidade geografica ou simplesmente pela manutencao da relacçao que nunca mais voltara (ou pelo menos dificilmente)
Ha ainda aquelas pessoas com quem lidamos todos os dias, falamos, trocamos mensagens, telefonemas, partilha de acontecimentos e sentimentos; estas serao muito provavelmente a familia e /ou amigos mais chegados.
Ha ainda aquelas pessoas com quem apenas estamios quando x ou y amigo também esta, pois sao amigos de amigos e muitas das vezes nao se chega a ter uma relacao propriamente dita; outras vezes sim, e ate podera acontecer tornarmo-nos mais chegados desses amigos de amigos, do que dos nossos proprios amigos.
E agora ca esta:
Pessoas que vem e vao, sem nunca realmente se terem mantido... aquelas que conhecemos por obra do acaso...ou gostamos ou nao.. Quando gostamos, a relacao mantem-se, no entanto podera nao ser muito duradoura!!
E Porque?
Para que caem este tipo de pessoas no nosso destino, se na verdade nao se vao manter??
Talvez para aprendermos o que queremos realmente e o que realmente nao queremos... e para que quando essas pessoas que realmente queremos nos aparecerem a frente, nos a cuidemos para nao a aperdermos, uma vez que se assim agimos, é porque essas pessoas tambem o fazem e ... é por ela tambem o fazer que sabemos o que devemos fazer!!!
Tudo o resto é passageiro ... Tudo o resto é conversa... PurA Conversa!!
Nao se deixem enganar.... As pessoinhas andam por ai à solta ...
dsa
1 comentário:
Talvez tenhas alguma razão com estas linhas escritas por ti.
Mas caso não tenhas lido estas no meu hi5 passo a transpo-las para que tu tambem possas reflectir sobre o que penso de todas as pessoas ou vivencias das nossas vidas...
Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de comboio. Uma leitura interessante, quando bem interpretada.
Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de comboio, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis e alguns embarques e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos, entramos nesse comboio e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível... mas isso não impede que durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.
Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos. Muitas pessoas apanham esse comboio, apenas a passeio, outros encontrarão nessa viagem somente tristezas, ainda outros circularão pelo comboio, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém sequer percebe. Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em carruagens diferentes das nossas; portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separado deles, o que não impede, é claro, que durante ele, atravessemos, com grande dificuldade a nossa carruagem e cheguemos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar.
Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que em algum momento do trajecto, eles poderão fraquejar e provavelmente precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual estação desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Eu fico a pensar, se quando descer desse comboio sentirei saudades... acredito que sim, separar-me de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas agarro-me na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Ass.
uma daquelas pessoas que passou por ti e talvez tenha mudado de carruagem,mas continua no comboio...
JA
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