segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sem Título


Perante a vida alucinada,
Completamente deslumbrada,
Diante dias de refugio
Sem nunca estar acomodada.

Deixem-me fantasmas passados
Deixem-me enigmas futuros

Preciso mais do que tenho
Mereço mais que isto,
Quero fazer pela vida
Quero que a vida me ajude a fazer por mim

Estou cansada de lutar pelo inesperado,
Pelo inconcreto
Pelo sonho não delineado
Muitas vezes, um tanto ou quanto incompleto

Deixem-me fantasmas passados
Deixem-me enigmas futuros

Incompreendida ando
Pelas sombras desta selva
Observando de longe
A vida que gostaria de ter

Depressões imaginárias
Reacções exageradas
Diante situações pontuais
E Por vezes bem racionais

Deixem-me fantasmas passados
Deixem-me enigmas futuros

Vou tentar despedir-me
Suscitando novas brisas
Alargando horizontes
Perante todas estas vidas

E por isso digo:

Deixem-me fantasmas passados
Deixem-me enigmas futuros

O ideal é igual a equilíbrio,
O equilíbrio remete-nos ao presente.

Porque do passado aprendemos,
E no futuro não saberemos o que lá estará.



Dsa

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