todos enganados! Assistimos em directo à
recente corrida aos bilhetes para a concerto
dos U2 (nada baratos, aliás!), os centros comercias
continuam cheios, os restaurantes também. Eu própria
vejo-me a braços com a quase impossível tarefa
de contratar professores para leccionarem inglês,
música e educação física nas escolas de 1ºciclo . A
razão é quase sempre a mesma: ou foram colocados
no concurso nacional de professores, ou estão no
subsídio de desemprego e não lhes compensa trabalhar
umas horinhas por dia… Sim, esses mesmos,
pagos por nós contribuintes, que vão para as filas
dos “ídolos”mesmo sem saberem cantar, que compram
o último grito da moda em prestações e o carro
em prestações, e as férias(sim porque às férias todos
temos direito!) em prestações. Suaves como o
subsídio… bem vistas as coisas, neste nosso País,
paga sempre o justo pelo pecador. O que pensarão
aqueles milhares que perderam de facto o emprego
por verem a sua fábrica fechar portas? O que dirão
os que querem trabalho e não emprego, (que muitas
vezes é apenas uma metáfora mal amanhada
para justificar um salário), perante tanta preguiça
instalada sobretudo nos grandes centros urbanos?
Desemprego? Devo estar a sonhar!!! Continuo a batalhar
na minha ideia: que os nossos governantes
tenham a coragem de “oferecer” postos de
trabalho obrigatórios nas tantas IPSS que existem
por este País fora, como forma de justificar o subsídio
pago pelos contribuintes. São milhares as pessoas
que precisam de colo, conversa, uma mão
amiga. Idosos, crianças, doentes… em vez de se lamentarem
que o tempo custa a
passar porque não têm nada
para fazer, que tal terem
mesmo algo “útil” para se
ocupar? E ainda por cima a
favor de quem mais precisa?
É tão óbvio que brada
aos céus!! Hello! Está aí
alguém a ouvir-me?
Por Maria João Lopo
de Carvalho (escritora)
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